Energia Gravitacional

Energia Gravitacional


Tradicionalmente, em muitos países a energia elétrica tem sido gerada pela queima de combustíveis fósseis, mas os temores sobre o custo am-biental ao planeta e a sustentabilidade do consumo contínuo de desses estimularam pesquisas de métodos mais limpos de geração de eletrici-dade, a partir de fontes alternativas de energia. Essas fontes incluem a radiação solar, energia do vento, ondas e marés.

A Energia Gravitacional é gerada a partir das ondas, das marés ou do deslocamento das águas e das diferenças de temperatura dos oceanos. Possui um custo elevado de implantação e, por isso, é pouco utilizada. Especialistas em energia afirmam que, no futuro, esta, será uma das principais fontes de energia do planeta.

- A ENERGIA DAS ONDAS:

A energia cinética do movimento ondular pode ser usada para pôr uma turbina a funcionar. a elevação da onda numa câmara de ar provoca a saída do ar lá contido; o movimento do ar pode fazer girar uma turbina. A energia mecânica da turbina é transformada em energia elétrica através do gerador.

Quando a onda se desfaz e a água recua o ar desloca-se em sentido contrário passando novamente pela turbina entrando na câmara por comportas especiais normalmente fechadas.

Os geradores utilizam o quase incessante movimento das ondas para gerar energia. Uma câmara de concreto construída na margem é aberta ma extremidade do mar de maneira que o nível da água dentro da câ-mara suba e desça a cada onda sucessiva. O ar acima da água é alter-nadamente comprimido e descomprimido, acionando uma turbina co-nectada a um gerador. A desvantagem de se utilizar este processo na obtenção de energia é que o fornecimento não é contínuo e apresenta baixo rendimento.

- ENERGIA TÉRMICA DOS OCEANOS:

Se reparar, a massa de água mais superficial dos mares tem sua temperatura diminuída à medida da profundidade.

Pode-se usar as diferenças de temperatura para produzir ener-gia, no entanto, são necessárias diferenças de 38º Fahrenheit en-tre a superfície e o fundo do oceano. Esta fonte de energia está a ser usada no Japão e no Hawai, mas apenas como demonstração e experiência.

- ENERGIA DAS CORRENTES MARÍTIMAS:

As correntes marítimas são provocadas por um aquecimento não homogêneo das camadas superficiais dos oceanos pela radiação solar. Elas comportam energias cinéticas consideráveis, mas pouco densas e são assim, difíceis de explorar.


- A ENERGIA DAS MARÉS:
É uma fonte de energia renovável, que produz eletricidade de forma limpa, não-poluente; embora seja, na maioria das vezes, economicamente inviável

A energia da deslocação das águas do mar é outra fonte de e-nergia. Para a transformar, são construídos diques que envolvem uma praia. Quando a maré enche, a água entra e fica armazenada no dique; ao baixar a maré, a água sai pelo dique como em qual-quer outra barragem.

Para que este sistema funcione bem são necessárias marés e correntes fortes. Tem que haver um aumento do nível da água de pelo menos 5,5 metros da maré baixa para a maré alta. Existem poucos sítios no mundo onde se verifique tamanha mudança nas marés.

As barragens de marés utilizam a diferença entre os níveis de água na maré alta e baixa para gerar eletricidade. Elas são construídas sobre as bocas de estuários de marés.

Quando a maré sobe, a água pode passar através da barragem, enchendo o estuário atrás da mesma. Com a baixa da maré, as comportas são fechadas e uma cabeceira de água se forma atrás da barragem.




A água pode então fluir de volta para o mar, acionando ao mesmo tempo turbinas conectadas a geradores. O ciclo de marés de 12 horas e meia e o ciclo quinzenal de amplitudes máxima e mínima apresentam problemas para que seja mantido um fornecimento regular de energia.

Também é possível aproveitar a energia das correntes marítimas. As turbinas marítimas têm poucos componentes; engrenagens de posi-cionamento orientam as lâminas das turbinas na direção da corrente marítima e um gerador acoplado ao eixo da turbina fornece a energia elétrica.

Esse tipo de fonte de energia é de ‘alta qualidade’, pois se apresenta sob forma mecânica, podendo ser convertida em eletricidade facilmente, comparada às outras. No entanto, depende de uma tecnologia avançada em relação às suas turbinas e conversores; ou o decorrer do processo seria extremamente prejudicado. Como a deformação da tubulação, devido à pressão crescente embaixo d’água.


Essas centrais que participam do processo, captam a energia e distri-buem para centros especializados de energia elétrica, se encontram em áreas de grande amplitude de marés e topografia do litoral favorecendo os investimentos.

As marés são influenciadas pela força gravitacional do Sol e da Lua. A captação de energia se dá de um modo semelhante ao aproveitamento hidroelétrico, que consiste em um reservatório junto ao mar, através da construção de uma barragem e casa de “força” ( turbina + gerador ).

Suas centrais mareomotriz são ligadas à rede nacional de transmis-
são. Atualmente, elas são encontradas na França, Japão e Inglaterra. No Brasil, temos a grande amplitude de marés, porém, a estrutura do litoral não favorece a construção econômica de reservatórios, o que impede seu aproveitamento.

http://www.youtube.com/watch?v=8uZPLIFPCjc

Um empecilho da energia das marés é o fornecimento regular dela, tornando necessária a criação de sistemas mais complexos como, por exemplo, o que se vale de muitas barragens ou o que se utiliza de reservas bombeadas.

- A ENERGIA INDOMÁVEL DAS MARÉS:

As ondas, as marés e o calor dos oceanos abrigam reservas ener-géticas inesgotáveis. O difícil é domesticar essa força selvagem para convertê-la de modo eficiente em eletricidade.

As gigantescas massas de água que cobrem dois terços do planeta constituem o maior coletor de energia solar imaginável. Os raios solares não apenas aquecem a água da superfície, como também põem em movimento a maquinaria dos ventos que produz as ondas. Finalmente, as marés, originadas pela atração lunar, que a cada 12 horas e 25 minutos varrem os litorais, também representam uma tentadora fonte energética. Em conjunto, a temperatura dos oceanos, as ondas e as marés poderiam proporcionar muito mais energia do que a humanidade seria capaz de gastar - hoje ou no futuro, mesmo considerando que o consumo global simplesmente dobra de dez em dez anos.

O problema está em como aproveitar essas inesgotáveis reservas. É um desafio à altura do prêmio, algo comparável ao aproveitamento das fabulosas possibilidades da fusão nuclear. Apesar das experiências que se sucederam desde os anos 60, não se desenvolveu ainda uma tec-nologia eficaz para a exploração comercial em grande escala desses tesouros marinhos, como aconteceu com as usinas hidrelétricas, ali-mentadas pelas águas represadas dos rios, que fornecem atualmente 10 por cento da eletricidade consumida no - mundo (no Brasil, 94 por cento).

Muito mais tarde, em 1967, os franceses construíram a primeira central mareomotriz (ou maré motriz, ou maré - elétrica; ainda não existe um termo oficial em português), ligada à rede nacional de transmissão. Uma barragem de 750 metros de comprimento, equipada com 24 turbinas, fecha a foz do rio Rance, na Bretanha, noroeste da França. Com a potência de 240 megawatts (MW), ou 240 mil quilowatts (kW), suficiente para a demanda de uma cidade com 200 mil habi-tantes, a usina de Rance é a única no mundo a produzir, com lucro, eletricidade em quantidade industrial a partir das marés.


Vários países, motivados pela iniciativa francesa, criaram o seu projeto de usina e investiram. Daí, saiu o aperfeiçoamento das turbinas, reduzindo em um treco os custos de uma usina mareomotriz. Mas algo que sempre continuou no caminho foi a eficiência de transformar toda essa energia em eletricidade.

Esses tipos de operação colossais se justificam pela alta nos preços do petróleo. Porém, deve-se levar em conta também o impacto ambiental que a construção dessas usinas poderá causar. Como, por exemplo, inundações; sem contar com as variações nas temperaturas das águas, aumento dos níveis de maré, agitação marítima aumentada, maior erosão das costas; e alteração nos ecossistemas complexos existentes.

Giulia De Vito (nº20) T:1202



Bibliografia:

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/energia-das-mares/energia-das-mares-3.php
http://br.geocities.com
http://youtube.com
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/energia-das-mares/
http://www.via6.com/topico.php?tid=219199